Com a notícia de que a estação chuvosa estava chegando ao fim e uma onda de calor se aproximava, nós quatro — Irmã Marie Faustine, Irmã Marie Joanne, Irmã Anna Maria e Irmã Marie Petria — partimos para Goheung Woori Jip (que significa ‘Nossa Casa’), um espaço acolhedor situado no extremo sul da área de atuação provincial, onde os migrantes podem se reunir, sentir-se em casa e experimentar um verdadeiro senso de pertença. Nossa primeira parada foi na Caritas Suncheon para cumprimentar o Padre Peter Kim, da Arquidiocese de Gwangju, que atua na Pastoral dos Migrantes. Em seguida, dirigimo-nos ao Goheung Woori Jip para participar da Missa na língua filipina. Depois da celebração, participamos de uma calorosa confraternização por ocasião do aniversário de duas senhoras da comunidade.
Também visitamos Sorokdo, onde participamos da Missa dominical na Igreja dos Funcionários e desfrutamos de um dia tranquilo de descanso antes de iniciar uma semana de trabalho missionário na ilha. Sorokdo é um lugar marcado por uma história dolorosa. No passado, pessoas com hanseníase foram isoladas à força. Atualmente, a hanseníase está praticamente erradicada na Coreia do Sul, com pouquíssimos casos novos. Cerca de 400 idosos afetados pela doença e que se recuperaram ainda vivem na ilha, recebendo o apoio necessário do governo.
Ao longo da semana, dedicamo-nos a separar roupas e cobertores doados à comunidade, rezando para que essas doações levassem conforto àqueles que estão se adaptando a um ambiente e a um clima desconhecidos. Visitamos também uma fábrica de algas marinhas (seaweed) nas proximidades, onde trabalham muitos migrantes, e tivemos a oportunidade de visitar a casa de uma família vietnamita. Esse encontro permitiu-nos conhecer mais de perto a realidade e a simplicidade de seu cotidiano. Em nosso último dia, celebramos uma Missa na Igreja dos Pacientes de Sorokdo, diferente da Igreja dos Funcionários, por ter sido construída pelos e para os residentes. Em seguida, fizemos um passeio pela ilha e conhecemos melhor a sua história. Ao visitarmos a sala histórica da igreja, ficamos profundamente comovidas diante do sofrimento, da resiliência e da fé inabalável das pessoas que viveram com hanseníase. Em meio a provação e a dor, sua fé permaneceu como luz que as guiou e sustentou.
Somos profundamente gratas por este precioso tempo, vivido longe de nossa rotina cotidiana, o que nos permitiu vivenciar essa missão e refletir sobre nossos votos e como os vivemos no dia a dia. Ao olharmos para o futuro, desejamos continuar respondendo com alegria, generosidade e fidelidade ao chamado que recebemos como Irmãs de Notre Dame.






